segunda-feira, 30 de setembro de 2013

RESTOS

RESTOS

Resido na desgraça
Resíduo de vida
E tudo que eu fui
Virou só pus, casca e ferida.
Resíduo sujo, de uma suja vida,
De tudo que o pó levou, e a bebida.
Resíduo amargo,
Restos podres de um homem fraco,
Que teve de tudo e
Que por aventurar-se, tem nada;
Nem casa, nem amigo,
Nem a quem chame de querida,
Nem família mais tem,
Nem controle da própria vida.




MAZZUCCO, Marcos

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