MINHA
POESIA
Na verdade não faço poesia
Ela que se faz por mim.
Ela se faz, como se fez o mundo,
Do acaso, de um instante,
Do nada que vira tudo.
A poesia que surge por minhas mãos,
Por vezes de minha boca, não é minha
E não é de ninguém, é de qualquer um.
A poesia que faço, ou que se faz por
mim
Não fala de sonhos, nem desamores
Nem desencontros ou de horrores,
Não fala de nada.
Essa montanha de letras,
Que vão se colocando,
Umas com espaços, outras lado a lado,
Surgindo do acaso,
Não é feita para mim,
É feita pra quem quiser.
Não surge com a intenção de ser bela
Ou de ser tocante, ou de sensibilizar,
Surge apenas da intenção de ser
criada, ser cria
Não quer ser lida, entendida ou
exaltada
Apenas quer ser poesia.
MAZZUCCO, Marcos
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