Horas a fio perdido nas teias intermináveis de conhecimentos que não me
levam a lugar algum.
Conexões inusitadas das palavras
que saem de bocas mil.
Gosto de ouvir os outros e contestar, não me contento com o absoluto,
amo o relativo das coisas e tentar
entender o todo me consome.
A vontade de estar em todos os lugares, saber e conhecer todas as
coisas e transformá-las contrasta com a inércia do meu corpo.
Sou uma diversidade de eus, uma colcha de retalhos, um quebra cabeça de
mil e uma peças.
Sempre tem algo que falta, nunca estou completo e tem algo sempre
sobrando.
Às vezes me pergunto sobre as bases que me sustentam: Que bases?
Não consigo estar sólido, sou líquido, transbordo, me dissolvo, sigo a
correnteza, a maré...
Sigo o fluxo, na frustração de querer ser tudo e de saber que na
relatividade das coisas, nada, é o que se é.
.Mazzucco.