AMOR
E ÓDIO
Odeio te amar
Tanto quanto odeio a vida
E quanto odeio o ar.
Odeio saber que te necessito
E que teus lábios me abrem riso
E que tua pele acalenta a minha.
Odeio esse vício que meu corpo tem.
Odeio teu respirar em minha nuca,
Teu deslizar meu corpo com a boca,
O poder que exerce em mim.
Odeio a surpresa então
Essa sua não repressão
Essa liberdade em forma de prisão.
Odeio a necessidade de amar
A frágil imagem que expõe,
O não ser ninguém assim só.
Odeio que me tornes tão importante
E longe de ti torno-me nada,
Odeio esse não ter controle,
Odeio de um todo o precisar.
E odeio mesmo é saber que ódio
É superlativo de amar.
MAZZUCCO, Marcos
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