segunda-feira, 30 de setembro de 2013

CORUJA

Essa foi presente para a corujinha Thais Alves


CORUJA
Na noite, o som me chama,
Eu olho,
Dois olhos me fitam
Tão fundos, tão secos
Estatelados.
Não pia, faz um som
Incompreensível,
A espreita na noite
Cabeça que gira
Que assusta, que encanta
Me vejo parado, esperando
Tentando compreender
O que diz teu som da noite
Se é canção de ninar
Ou brado premonitório de monstro.
Espreita-me,
Vigia do escuro,
Me assombra e me faz querer,
Querer ser como ela
Que hipnotiza e assusta
De tão natural e sinistra.
Quero ser a coruja
Do caminho dos outros,
Espreitá-los, assustá-los,
Vigiá-los, confundi-los,
Ser belo e ser monstro
Sendo apenas eu.



MAZZUCCO, Marcos

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