PASSOS
LENTOS
Ando com passos lentos,
Mas a vontade era nem andar
Porque as ruas são as mesmas
Os rostos não se mudam
Neste caminho a trilhar.
Nestas repetições funestas
Detalhadamente iguais
O dia tornando-se cruel
A ponto de não querer mais.
Abro bem os olhos tentando ver
Parece que o tempo não passa
Mas quando percebo, já passou.
Tempos inglórios
Daqueles que você não quer contar,
Ou não pode, pois não há nada novo.
Tempo da rotina,
Do mesmo, da mesmice.
Rotina amarga do fazer idêntico,
Sonhos fulminados
Humanos desanimados
E a vida rotineira persistindo
Até que a vida se acabe.
MAZZUCCO, Marcos
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