CARTA A UMA MÃE
O leve toque de tua mão
Aquecendo minha pele
E o sussurro cantado em oração,
E o medo que me habitava evadindo
E o amor que me tens transbordando.
Como podes amar tanto alguém,
Como me amas?
Aceitando meus erros,
Meus vícios e meus defeitos,
Aplaudindo de pé
Minhas pequenas virtudes e acertos.
Como podes me ser tão calmante?
Com um sorriso me transforma
De lobo num cordeiro,
Sabe tudo que eu preciso em um instante.
Tira-me o medo, me é o norte,
Minha guia; entende-me melhor que eu,
E me ama mais que a ti mesmo.
Carregou-me no ventre,
Deu-me vida e força,
Cuidou-me e protegeu,
Me quis ao teu lado sempre
E mesmo assim deixou-me livre.
Chorou de saudades, de medo,
De angustia e nostalgia,
Lágrimas de tristeza derramadas por mim
E somente as raras de alegria é que te lembras.
Como podes me amar tanto assim?
E mesmo estando distante
Estar sempre presente em mim?
Se eu nunca gritei que a amo
E de alguma forma duvidas,
Grito agora aos quatro ventos:
“Eu te amo sim!”
MAZZUCCO, Marcos
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