domingo, 12 de janeiro de 2014

CHEIRO

CHEIRO

Exala o cheiro de quem escreve
Portanto toda poesia fede
Pois trás lá de dentro
O cheiro podre humano
A minha poesia é meu vômito
Minhas fezes
Tirados lá do meio
Da minha alma
E que expurgo
Pra não me fazerem mal
Um vômito disfarçado com florais
Um cheiro de podre
Da minha podridão escondida
Mas não sentido por vãos olfatos
Que inspiram tal cheiro
Como sendo colônia fina
Ou “Deo parfum”
E se satisfazem pela doçura
E delicadeza daquele odor
Que para o poeta
Não passa de excremento
Apenas fedem.

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