sábado, 18 de janeiro de 2014

BRINCAR

BRINCAR...

O brinquedo estava lá
Ao alcance da mão infantil
Mas lhe era estranho
Semelhante a tantos
Com os quais já brincara
E diferente na essência
Aproximava-se
Mas um medo doído
Receio de machucar-se
Ferir-se 
Fazia afastar-se
Lhe parecia divertido
Deveras interessante
Mas não tinha boas memórias
Não tinha boas histórias
Dos resultados
Das brincadeiras anteriores
A criança frágil
Esticava o braço
Querendo muito brincar
Vinha um temor desenfreado
Alertá-lo a parar
Mostrando a ele as feridas
Que ainda teimavam sangrar
Ficou olhando o brinquedo
Que parecia lhe chamar
Olhou novamente as feridas
E ali ficou
E mais um dia se passou
Sem o prazer de brincar

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