1.
E
você acorda duas ou três vezes na pré-manhã com a poesia gritando tão alto na
sua cabeça que chega a doer, então aceita o presente-missão que a sua mente se
deu, se põe diante a folha branca e se prostra as palavras, que vão se
ajeitando, se alojando, organizando como quem já sabe que caminho tomar. E você
termina aquele estranhamento que é se deixar dominar, subjugar pelas palavras e
se encanta, diria se espanta com as formas que acabara de criar e de ver quanto
de você está escarrado na ex-branca folha, de ler a você mesmo e ver de fora e
perceber o quanto se analisar assim te faz bem. A vida exposta, escancarada
abertamente em metáforas e outros tantos vícios de poeta.
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