Não se desculpe por que talvez tenha me magoado ou por que acha que me feriu.
Preciso de alguém que apenas seja e que o modo de ser encaixe e funcione na medida do possível.
Não preciso de alguém que finja ser outro pra me fazer ficar.
Não se desculpe por se abrir comigo,
Também não se desculpe por não estar pronto para se abrir.
Não se desculpe por falar demais, por rir alto, nem pelos seus momentos de silêncio.
Não se desculpe por que a conversa prolongou demais, por que os assuntos eram densos ou fúteis demais.
Não se desculpe por que falou algo inconveniente, ficou nervoso, não entendeu nada, começou a gargalhar.
Não se desculpe por que fugiu do assunto, por que estava prestes a chorar.
Com o tempo a gente aprende a imensidão que é o outro e decide se quer, se pode, se deve, se consegue encarar.
Não se desculpe.
Não me peça desculpas por Fazer o que faz.
Falar o que fala.
Pensar como pensa.
E, principalmente, sentir como sente.
Não me peça desculpas por ser quem é.
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