Uma ruptura, um corte na rotina.
Aquele momento em que você está se afogando
e submerge um segundo e toma aquele pouco de ar.
Você foi aquele segundo de esperança,
aquele fio de ar que entra nos pulmões já sobrecarregados,
o monte de terra sob os pés que permite o impulso pra fora da água......,
mas apenas isso.
Aquele momento que parece que vai salvar o afogado em desespero,
se debatendo em um mar infinito,
mas que não é salvamento é apenas esperança.
E esperança depois que passa, você sabe como é....
Vira mais água e desespero e desalento e desistência.
Mas tem mares que teimam.
Mares que as águas tendem a tirar nossa força,
nossa fé, nosso ar,
mas que nunca vai nos afogar,
mesmo que em alguns momentos já estejamos implorando para tal.
O mar revolto
e salgado e repleto de algas e dejetos
em que me afogo dia após dia,
mês após mês, ano após ano,
no fim é apenas um mar
e não há mares impossíveis para quem de tanto afogamento,
aprende a nadar.
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