São cinco da manhã e ele já está atrasado.
Todo mundo acorda atrasado na metrópole dos prédios e ar cinzas.
Rostos cansados em passos apressados numa manhã fria de domingo.
Todos correm para os seus destinos.
Alguns, mais afobados, empurram e se espreitam entre os atrasados não tão preocupados de seus atrasos.
Todos acordam atrasados na metrópole, como se sempre estivessem um passo atrás numa corrida frenética.
E todos sabem, nestas corridas, cada passo vale muito.... Não sabem como ou porque sabem, apenas sabem.
Para onde vão e de onde vem o amontoado alvoroçado de corpos atrasados?
Vão enfrentar mais um dia ou voltam de um dia enfrentado.
Na metrópole, dia e noite se confundem, em meio a tantos corpos cansados.

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