VERDE.
atirei sal na terra para nada mais florescer
veio um mato rasteiro, de um verde certeiro
daqueles que brota nos lugarem todos
foi minha areia conquistando
até eu querer colorir o chão meu
pintar de verde a minha imensidão
me fez querer ser mato rasteiro talvez
me acabar em suas folhas lisas
embrenhar-me nos talos seus
e me esverdear até não se perceber
o que é mato e o que sou eu.
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