sábado, 1 de fevereiro de 2014

SURUBA


Resolvi adentrar porões escuros
Onde minha poesia não repousava
Foi poetizar putaria
Numa suruba a quatro
Me vi perdido entre tantas mãos
E tantos egos de poetaria
Muitas mãos e poucas carícias,
O excesso de genitálias
E a falta de tetas
assustou os putos poetas
acostumados com outras letras
Fiquei de voyeur
Assistindo preliminares
E pouca penetração
meu pau de poeta latejava duro,
necessita gozar e agir, gozação
Fui punhetar num canto escuro,
Gozei letrinhas e versos nojentos
Bem na palma da minha mão



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