Lá vou eu mais uma vez, juntar as folhas que o vento triste do egoísmo e
desamor tratou de empurrar alma a fora. As minhas folhas caídas dos outonos que
vivi e que ficaram guardadas, mas que o maldito vento tratou de espalhá-las. Estas
folhas são minhas e tenho a sina de carregá-las. Havia juntado cada folhinha,
catalogado e guardado aonde se devia e ali guardadas não me causavam incomodo,
mas esse vento veio tão forte, tão repentino que não me havia preparado e
bagunçou tudo fazendo lembrar-me delas. As folhas na sua maioria são belas, mas
são todas caídas.
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