sábado, 14 de dezembro de 2013

SENTIR


SENTIR

Vejo da janela flores rosas

E outras de igual aparência

Mas amarelas

São tão simples

Tão viçosas, tão belas

Mas só agora que as vejo

Apesar de sempre estarem lá

Colorindo o meu dia

Nunca me dei conta delas

A gente vai se afundando

Num emaranhado de rotina

E para de ver a beleza

Pura e pequena do dia a dia

A gente só vê trânsito

Fumaça e fila

Se esquece do sol azul

Do verde, do sol que brilha

Ai a vida vem te dar um susto

Quase se evade

Te mostra a fragilidade

E o quanto transpira futilidades

E você fica ali minguando

Dependendo de fios e gotas

E orações pra sobreviver

E quando já aceita morrer

Os sentidos das coisas mudam

E os seus sentidos também

Eles todos se avivam

E então se super ativam

Para você perceber cores

Sensações, cheiros e sabores

Que a rotina teimara em esconder

E assim aprendemos a usar a vida

Quando levamos uma porrada

Quando há risco de perder

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