sábado, 14 de dezembro de 2013

CONTRÁRIO


CONTRÁRIO


Vivo na contramão do mundo

Do poço eu não imploro saída

Você implora sair do fundo

Me chamas desleixado, sujo, imundo

Só não quero o que você busca

Não quero casa, emprego, fachada

Sou o que chamas de vagabundo

Eu não tenho e nem quero nada

Você não tem nada e quer tudo

Você vive sua vida fixa e chata

Eu vivo solto pelo mundo

Você festeja a liberdade vigiada

Enquanto da minha liberdade forçada

Me delicio e me abundo

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