RAÍZES
Quanto tempo demorou
pra semente que gerou você
tornar-se grande deste jeito?
Ao olhar-te enorme assim
Araucária ancestral
me invade infinita tristeza.
Quando eu, relva que sou,
tornar-me-ei ao menos arbusto?
Quando minhas raízes
serão capazes de suportar
tal tronco e tal peso
que tua imponência traz?
Será que folha fina e frágil que sou
e vivendo outonos que tenho vivido
ainda assim resistirei?
Ou será que num vento qualquer
vou padecer
e somente de adubo servirei
para que uma árvore de verdade
venha florescer?
Terei sina de semente
que não germina?
e ficarei do chão observando
almejando sem poder,
como todas arvores do bosque,
apenas reflorescer.
pra semente que gerou você
tornar-se grande deste jeito?
Ao olhar-te enorme assim
Araucária ancestral
me invade infinita tristeza.
Quando eu, relva que sou,
tornar-me-ei ao menos arbusto?
Quando minhas raízes
serão capazes de suportar
tal tronco e tal peso
que tua imponência traz?
Será que folha fina e frágil que sou
e vivendo outonos que tenho vivido
ainda assim resistirei?
Ou será que num vento qualquer
vou padecer
e somente de adubo servirei
para que uma árvore de verdade
venha florescer?
Terei sina de semente
que não germina?
e ficarei do chão observando
almejando sem poder,
como todas arvores do bosque,
apenas reflorescer.
M MAZZUCCO, Marcos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário