A gente vai perdendo o outro aos poucos,
Na fala que deixa de ser dita, no olhar que muda,
No trato.
Vai deixando de ser interessante,
Repetindo histórias,
A gente vai abrindo espaços, deixando lacunas,
Se isentando e se ausentando
Vai compactuando.
A gente vai criando monstros
E quando menos percebe
Dá de cara com o maior deles...
Sim, ele: O frio, duro e irremediável fim.
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