quinta-feira, 6 de novembro de 2014

M.

... Eis que na impossibilidade do tato me peguei olhando as fotos tuas.
teus olhos estáticos da imagem suscitaram aos meus, brilho; o sorriso aberto de encanto fez abrir-se o meu também. 
Me percebi tão bobo, a te olhar, tão criança frente a brinquedo novo com vontade de brincar...
Me vi aqui, distante, tocando as curvas de teu rosto imóvel, teus olhos quase fechados, teus cabelos, teus traços... a armação de teu óculos, crês?
Sorri um riso frouxo, daqueles que dou nos melhores dias e agradeci...
Dei um obrigado entusiasta ao universo pelo privilégio de te encontrar num destes caminhos estranhos da vida...
Nesse nosso jogo de distâncias e proximidades tenho crescido muito, um amadurecimento que tem espantando dores e receios.
A construção desse algo novo, só nosso e tão doce tem me tornado forte. A certeza do querer se concretizando cada vez mais...
A certeza de que querer vale mais do que nada.
por querer, por tentar... a ti, obrigado!

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