As minhas palavras, pronunciadas por outros,
me fizeram reviver cada sílaba dita,
a dramaturgia nada linear da minha vida,
o fechamento de ciclos,
a missa de sétimo dia dos defuntos
que povoavam minha mente.
O desespero por um amor,
(Imaginário e fantasioso),
que de fato nunca existiu,
retratado duplamente em minha frente;
O escárnio de um amor platônico,
(quase suicida) cuspido na minha cara...
E a leveza... A assustadora leveza de algo diferente e novo,
A forma nova de sentir, de entender.
Ontem, as palavras que atiro ao vento,
Retornaram feito pedras,
feito respostas às perguntas que joguei também.
as palavras vieram,
e me dei conta de algumas verdades,
assumi alguns fins.
A minha própria arte,
belamente escarrada em mim,
jogou fora dúvidas e medos tolos.
Agradeço as cabeças,
que se apossaram das minhas letras,
as gargantas que às expurgaram
e as mãos artistas,
que me esbofetearam.
.MAZZUCCO.
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